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Acreditamos fortemente que a informaçao é uma das mais importantes armas para prevenção e o combate do câncer. Essa página contem artigos de caráter científico escritos por médicos especialistas e também outros profissionais envolvidos no tratamento do câncer.Os textos são baseados em ampla revisao da literatura especializada e refletem a visão dos autores a respeito dessa literatura.Lembre-se de sempre consultar seu médico de confiança em caso de duvidas em relaçao à saude.


Entenda um pouco sobre os Tumores Neuroendócrinos

Na grande maioria das vezes os tumores se dividem a partir do local de origem. Assim, é comum termos agrupados os diferentes tipos de câncer de pulmão, mama, linfomas, de pele etc. Há, entretanto, algumas entidades que são agrupadas pela característica das células (histologia) e nestas situações o sítio de origem do tumor passa a ser um parâmetro secundário. Um grupo com estas características são os tumores neuroendócrinos.

Os tumores neuroendócrinos são oriundos de tecidos remanescentes de nosso desenvolvimento embrionário. Estas células, em teoria, podem estar presentes em qualquer parte do nosso corpo. Os tumores neuroendócrinos são relativamente incomuns, mas devido a suas características melhor definidas, estes têm tido seu diagnóstico mais frequente.

O principal ponto a ser considerado, quando se depara com um tumor neuroendócrino é que este, na grande maioria das vezes, tem um comportamento distinto dos tumores mais frequentes daquela região. Na maioria das vezes, o comportamento e as perspectivas de resultados são melhores. Os locais mais comuns de tumores neuroendócrinos são o pâncreas, intestino (em seus diversos segmentos) e pulmão.

Os tumores neuroendócrinos do intestino, em sua grande maioria, não são identificados até que surjam as metástases. Este comportamento é bastante peculiar já que os adenocarcinomas de cólon e reto frequentemente apresentam sinais como obstrução e sangramento e demandam cirurgias para sua retirada. Os neuroendócrinos acometem o intestino delgado mais frequentemente e raramente causam obstrução ou sintomas locais. Em diversas ocasiões o diagnóstico é feito em exames de rotina que identificam metástases hepáticas.

Os tumores neuroendócrinos do pâncreas, da mesma forma, são menos agressivos que os adenocarcinomas (mais frequentes). Como os adenocarcinomas acometem a porção chamada “cabeça do pâncreas”, é mais comum que ocorra dor e bloqueio das vias de drenagem da bile, já que as estruturas relacionadas com estes sintomas está mais perto desta região. Em contrapartida, os tumores neuroendócrinos normalmente acometem o “corpo” ou “cauda do pâncreas” e os sintomas associados a estes normalmente não estão relacionados à compressão das estruturas adjacentes.

Uma parte dos tumores neuroendócrinos produz hormônios, que são os mesmos que o nosso organismo produz, mas o tumor os secreta em quantidades exageradas, podendo causar sintomas relacionados a estes hormônios. Os tumores secretores de insulina (insulinomas) provocam hipoglicemia (queda excessiva do açúcar do sangue). Os gastrinomas, que secretam um hormônio chamado gastrina, responsável pela secreção de ácido do estômago, levam ao uma importante piora da acidez do estômago. Há ainda outros, menos comuns, que produzem sintomas relacionados a hormônios específicos.

Uma das sintomatologias características dos tumores neuroendócrinos, mas não necessariamente presente em todos é a “síndrome carcinoide”. Nesta entidade, o tumor produz substâncias que induzem diarréia, rubor facial, eventualmente palpitações e menos frequentemente falta de ar ou tosse. Os sintomas nem sempre estão relacionados com o acometimento do órgão relacionado (ex: a tosse pode ocorrer mesmo sem comprometimento do pulmão).

Os tumores neuroendócrinos do pulmão tendem a ser menos graves que o “Câncer Comum do Pulmão”, mas ainda assim demanda cirurgia, quando detectado precocemente.

O tratamento destes tumores é muito variável. Como na maioria dos tumores, uma vez que este é identificado, acometendo um órgão somente, a cirurgia se impõe como o principal (e muitas vezes único) tratamento. Ainda assim, a cirurgia deve ser muito bem planejada. Pacientes com tumores neuroendócrinos de baixo grau (carcinoide tipo I), podem por diversas vezes ser operados através de um procedimento endoscópico, o que é bem melhor que uma cirurgia para o adenocarcinoma de estômago que demanda uma ressecção parcial ou completa do estômago.

Nos casos de doença avançada, com metástases, o oncologista tem de ser muito detalhista e parcimonioso em sua abordagem. Há tumores neuroendócrinos bastante indolentes, que podem ser somente observados por anos. Há outros, com maior grau de agressividade (felizmente menos comuns) que precisam ser tratados com quimioterapia. Dentre os tumores neuroendócrinos de baixo grau, pode-se considerar o tratamento com cirurgias para ressecção de metástases, procedimentos radiológicos como a embolização (que restringe a chegada de sangue e nutrientes no tumor). Há ainda a possibilidade de tratamento com novas drogas que interferem com os mecanismos internos de desenvolvimento da célula tumoral e/ou com a produção de vasos que são necessários para a nutrição do tumor, drogas que interferem com as secreções hormonais, ou ainda, tratamentos que envolvem radiação guiada por medicamentos.

Apesar de ser um grupo restrito de tumores, os neuroendócrinos merecem um importante destaque por sua diversidade de apresentações, sintomas relacionados e alternativas de tratamento, que não correspondem às dos demais tumores. O oncologista e o cirurgião, ao se depararem com este tipo de tumor ou mesmo sua suspeita, precisam estar atentos para otimizar a eficácia e diminuir a agressão aos pacientes. Aos pacientes, cabe sempre a lição de conhecer melhor o seu problema, para otimizar os resultados.

 

Referências:

  1. Carcinoid Tumors. N Engl J Med, 1999; 340: 858-868
  2. Granber D and Öberg K. Neuroendorine Tumours. Update on Cancer Therapeutics, 2007: 2; 42-45
  3. Grozinsky-Glasberg S, Grossman AB and Korbonits M. The role of somatostatin analogues in the treatment of neuroendocrine tumours. Mol Cell Endorcinol, 2008: 286; 238-250
  4. Iyer R and Reddy K. The changing paradigm of treating pancreatic neuroendocrine tumors. J Natl Compr Canc Netw 2011: 9; 1331-1333
  5. http://cancer.gov/cancertopics/types/gastrointestinalcarcinoid

Autor:

Dr. Rafael Aron Schmerling

CRM SP 97291 

RQE 25213

Oncologista Clínico

Hospital São José da Beneficência Portuguesa de São Paulo

Coordenador do Programa de Residência Médica


Data da publicação: 09/2012
Data da última atualização: 09/2012


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