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Acreditamos fortemente que a informaçao é uma das mais importantes armas para prevenção e o combate do câncer. Essa página contem artigos de caráter científico escritos por médicos especialistas e também outros profissionais envolvidos no tratamento do câncer.Os textos são baseados em ampla revisao da literatura especializada e refletem a visão dos autores a respeito dessa literatura.Lembre-se de sempre consultar seu médico de confiança em caso de duvidas em relaçao à saude.


Efeitos Colaterais Comuns da Quimioterapia

Efeitos Colaterais Comuns da Quimioterapia

Diferentes drogas causam efeitos colaterais diferentes. Embora os efeitos colaterais possam ser previsíveis para determinadas classes de drogas, a experiência de cada pessoa com a quimioterapia é única.

Efeitos colaterais mais comuns relacionados ao uso de quimioterápicos ou drogas alvo moleculares:

  1. Náusea e vômitos
  2. Alterações em pele, cabelo e unhas
  3. Constipação intestinal e diarréia
  4. Alteração de mucosa oral
  5. Fadiga / fraqueza
  6. Infertilidade
  7. Mudança de apetite (perda de apetite)
  8. Alterações no sistema nervoso central

 

  1. Náusea e vômitos

Provavelmente são os efeitos colaterais mais temidos da quimioterapia. Embora tenha havido uma melhora significativa no tratamento, vômitos e náuseas ainda incomodam bastante os pacientes. São resultado de uma série de reflexos neurológicos que vão desde o estímulo cerebral induzido pela quimioterapia até estímulo direto no trato gastrointestinal.

As náuseas e vômitos podem ocasionar outro efeito colateral comum da quimioterapia – a perda do apetite.

Nem todas as pessoas submetidas à quimioterapia vão apresentar náusea e vômitos. Isso dependerá de alguns fatores, tanto relacionado ao quimioterápico, quanto ao paciente. O fator mais importante é a emetogenicidade intrínseca de cada quimioterápico. 

 

 Tipos

  • Vômito e náusea imediatos (agudos):

Ocorre durante as primeiras 24 horas após a quimioterapia. Inicia-se dentro de 1 a 2 horas após a quimioterapia com pico nas primeiras 4 a 6 horas.

  • Vômito e náusea tardios

Ocorre após 24 horas da infusão da droga, com pico entre 48 e 72 horas após a quimioterapia. Evolui com melhora progressiva.

  • Vômito e náusea antecipatória

É uma resposta condicionada dos pacientes que já tiveram náusea e/ou vômitos após os ciclos prévios de quimioterapia. Pode ser desencadeada por uma série de estímulos, por exemplo, o odor da clínica ou da sala de quimioterapia, a proximidade da data da quimioterapia, o contato com as pessoas que trabalham na clínica etc.

Ocorre também em pacientes que têm alta expectativa de náusea, apesar de nunca ter recebido quimioterapia.

 

Prevenção e Tratamento

Comer alimentos de fácil digestão, realizar 6 pequenas refeições durante o dia ao invés de 3 grandes, não beber muito líquido durante as refeições são algumas medidas para prevenir náusea/vômitos. Comidas e bebidas com cheiro forte (café, alho, cebola etc) estão geralmente relacionadas com piora dos sintomas, enquanto que picolés ou sorvetes de frutas melhoram.

A prevenção e tratamento farmacológico é baseado no tipos de náusea e vômitos descritos anteriormente, e na emetogenicidade de cada quimioterápico, ou da combinação entre eles.

As três categorias de drogas mais eficazes são os glicocorticóides, inibidores de 5HT3 e inibidores de NK1. 

  • Vômito e náusea imediatos (agudos):

      Os antagonistas de 5HT3 (dolasetrona – anzemet; ganisetron – kytril; ondasentrona – vonau / nausedron; palonosetrona - onicit) como agentes únicos ou em combinação com dexametasona (quando combinados com a dexametasona, a eficácia é melhor), são uma boa escolha para prevenção de vômito e náusea imediatos (agudos).

O antagonista de receptor de NK1 (aprepitante - EMEND) melhora muito o controle na náusea/vômitos imediatos e tardios, quando a quimioterapia tem alto ou moderado poder de emese. Quando este agente é combinado com antagonistas de 5HT3 e dexametasona, há um bloqueio completo da náusea/vômitos.

  • Vômito e náusea tardios:

A maioria dos sintomas de vômito/náusea tardios são relacionados a esquemas quimioterápicos de alto risco de emese. Recomenda-se o uso de um antagonista de receptor NK1 (aprepitante) nos dias 1 a 3, mais dexametasona nos dias 1 a 4, mais um antagonista de 5HT3 no dia 1. Esse regime é altamente eficaz contra a náusea/vômito agudos e tardios.

Os inibidores de 5HT3 sozinhos possuem pouco benefício contra a náusea/vômitos tardios (exceto a palonosetrona). 

  •  Vômito e náusea antecipatória:

O melhor meio para o tratamento deste tipo de sintoma é a prevenção ou o bom controle da náusea/vômitos agudos e tardios nos ciclos iniciais de quimioterapia. Uma vez que isso não foi possível e a náusea/vômito antecipatórios já foram instalados, pode-se ter algum benefício com terapias comportamentais (por exemplo, hipnose) e o uso de benzodiazepínicos antes e durante a quimioterapia.
 

Mau controle da náusea/vômito:

Alguns pacientes, mesmo com todas as medidas e medicações usadas, sofrem de náusea/vômitos. É importante excluir outras causas além da quimioterapia, antes da mudança do esquema de tratamento:

  • Outras medicações que também causem esses sintomas (por exemplo analgésicos, antibióticos etc)
  • Metástase em sistema nervoso central
  • Obstrução gastrointestinal
  • Aumento patológico do cálcio
     
  1. Alterações em pele, mucosas, cabelos e unhas

Os tratamentos sistêmicos e locais para o câncer podem causar uma série de alterações na pele, cabelos e unhas.

 

 Pele e mucosas

Reações de hipersensibilidade:

Todos os agentes quimioterápicos têm o potencial de causar uma reação à infusão.
 

Tipos:

Mais comuns – podem aparecer logo ao início da infusão ou até 24hs após a exposição.

- urticária
- prurido
- angioedema

 

Menos comuns

- eritema multiforme
- vasculite cutânea (methotrexate)
- doença do soro (rituximabe)

 

Manejo

 A administração de agentes antialérgicos (por exemplo: hidrocortisona, dexametasona, difenidramina, prometazina) antes e/ou após a infusão da quimioterapia, tende a diminuir ou abolir essas reações de hipersensibilidade.

 

 Alterações pigmentares

Podem ocorrer áreas de pigmentação localizadas ou difusas, afetando pele, mucosas, cabelos e unhas.
 

            Principais drogas

  • Fluoropirimidinas – 5-fluorouracil (5-FU):

Pode ocasionar hiperpigmentação na pele difusa ou localizada. Quando localizada, geralmente ocorre em áreas expostas ao sol, como uma “serpentina” – seguindo uma veia próxima ao local de infusão da droga ou a mesma veia da infusão.

Pode ocorrer também escurecimento nas mucosas da boca e língua e conjuntiva, além das unhas.

  •  Bussulfan e procarbazina:

Podem causar escurecimento da pele generalizado

  • Doxorrubicina lipossomal peguilada

Pode ocasionar hiperpigmentação macular em tronco, extremidades, palma da mão e planta dos pés.

  • Cisplatina, ciclofosfamida, doxorrubicina

Podem hiperpigmentar mucosa oral e língua.

 

Manejo

Evitar o sol. Geralmente as alterações se resolvem dentro de algumas semanas a vários meses após a interrupção da droga. A hiperpigmentação das unhas pode persistir por anos em alguns casos.

Outras alterações

            A pele de pacientes em quimioterapia pode se apresentar seca e vermelha. Deve-se evitar banhos muito quentes, usar hidratante neutro ou óleo de amêndoas.

 

Unhas

  • Alterações pigmentares

Medicamentos podem induzir hiperpigmentação difusa ou faixas / listras da placa ou leito ungueal (já descritos).

Principais drogas relacionadas: 5FU, taxanos (docetaxel e paclitaxel), ciclofosfamida, antracíclicos (doxorrubicina), etc.

 

  • Onicólise (“descolamento da unha”)

Causada por inflamação no leito ungueal, o que leva ao descolamento da unha.

Principais drogas: paclitaxel e docetaxel, ciclofosfamida, doxorrubicina, etoposideo, 5FU, hidroxiuréia, capecitabina, ixabepilona e a combinação de bleomicina com vimblastina.

 

  • Alterações inflamatórias

Pode ocorrer inflamação ungueal, na maioria das vezes muito dolorosa, associada a granulomas piogênicos. 

Principais drogas: etoposide, capecitabina, gefitinib e cetuximabe.
 

Manejo

            Proteger sempre as mãos de fatores que podem aumentar a agressão às unhas, tais como produtos de limpeza. Mantê-las sempre limpas diminui o risco de infecção.  

 

Cabelos

            A alteração mais comum é a alopecia (queda de cabelo). É dependente do tipo de quimioterápico usado. Geralmente inicia-se após uma a três semanas do início da quimioterapia. Novos fios de cabelo poderão nascer ainda durante o tratamento, caindo várias vezes neste período. Pode ocorrer queda dos pelos da região pubiana, sombrancelha e, algumas vezes, cílios.

A queda de cabelo é temporária, voltando a nascer, em todas as regiões, após o término do tratamento quimioterápico.

 

  1. Constipação intestinal e diarréia

Diarréia: 

É mais comum com esquemas quimioterápicos que contem os agentes 5-fluorouracil ou capecitabina e irinotecano.

Não existe um tratamento específico; deve-se avaliar o paciente individualmente. Não são recomendados antidiarréicos profiláticos para qualquer regime.
 

Constipação intestinal:

É um sintoma mais raro. O tratamento é a prevenção. Ao menor sinal de constipação intestinal, deve-se iniciar medidas laxativas. 

 

  1. Alterações da mucosa oral
  2. Mucosite: 

A principal alteração é a mucosite. Esta começa logo após iniciada a quimioterapia, com pico no sétimo dia. Pode variar de dor na boca até erosão grave da mucosa oral, com incapacidade para comer e beber.

 

Prevenção:

  • Exame da cavidade oral com tratamento de cáries, tratamento de doença periodontal crônica.
  • Melhor higiene oral (remover próteses).

 

Manejo e Tratamento: 

A dor na boca pode ser aliviada com alimentos gelados – picolés e sorvetes. Deve-se preferir comidas que podem ser ingeridas à temperatura ambiente. Evitar comidas apimentadas, salgadas, cítricas. 

A mucosite pode predispor a infecções bacterianas, virais e fúngicas.  O tratamento é de suporte, visando controlar os sintomas e/ou as infecções estabelecidas.

A dieta deve ser preferencialmente de alimentos que requerem pouca mastigação, não salgados ou ácidos. 

A analgesia deve ser individualizada de acordo com a dor do paciente.

Não é recomendado administração profilática de nistatina ou fluconazol.

 

  1. Xerostomia (“boca seca”) 

Complicação rara da quimioterapia. O tratamento é com sintomáticos – saliva artificial.
 

  1. Sangramento gengival 

Geralmente causado pela queda de plaquetas, secundária à quimioterapia. A resolução é espontânea. 

 

  1. Fadiga / fraqueza

O paciente relata sensação de extremo cansaço mesmo logo após acordar. Esse sintoma pode ser gerado por outros sintomas secundários ao tratamento quimioterápico, tais como anemia, perda de apetite, efeito de medicações de suporte (por exemplo, antieméticos).

Independe do tipo de quimioterapia, dose, número de sessões, etc. É extremamente subjetivo.

 

Manejo

Não há como prevenir essa reação e não existe um tratamento específico. O ideal é que o paciente se poupe de atividades com alto gasto de energia, durma regularmente e tente se alimentar o melhor possível. 

 

  1. Infertilidade

Alguns agentes quimioterápicos podem causar infertilidade provisória ou permanente em ambos os sexos. Isso depende da idade do paciente (mulheres mais jovens são menos afetadas; homens pré púberes são menos afetados), do agente quimioterápico e da dose. 

As mulheres podem evoluir com menopausa precoce ou apenas com amenorréia (parada da menstruação) durante meses ou anos, voltando depois ao normal. Os homens têm a produção de espermatozóide diminuída ou anulada, também podendo voltar ao normal após algum tempo. 

A prevenção a esses danos deve ser feita na escolha do quimioterápico, sem prejuízo para a eficácia do tratamento. Homens e mulheres devem ser avisados quanto ao risco e orientados sobre as técnicas de congelamento de espermatozóides e embriões. 

 

  1. Mudança de apetite (perda de apetite)

Pode estar relacionado às náuseas e vômitos, mucosite, diarréia e constipação intestinal, ou mesmo ao efeito direto da quimioterapia.

Alguns pacientes experimentam a sensação de mudanças no gosto e cheiro da comida, dificultando a ingesta alimentar. 

Manejo:

  • Pequenas e várias refeições ao invés de três grandes refeições. Preferir comidas e bebidas com muita caloria.
  • Preferir talheres de plástico – alguns quimioterápicos podem proporcionar a sensação de “choque” quando o paciente toca em algo gelado (como metal). Outros quimioterápicos podem deixar um gosto metálico na boca – os talheres de plástico diminuem ambas as sensações. 

Alimentos úmidos e macios são mais fáceis de mastigar e engolir.


Autor:

Dra Helena Flávia Cuba de Almada Lima

CRM 36451

 RQE 13872

Medica oncologista da clinica oncocentro bh, hospital Vera Cruz, hospital Madre Tereza
Membra Sociedade brasileira de Oncologia Clinica


Data da publicação: 03/2012
Data da última atualização: 03/2012


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