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Acreditamos fortemente que a informaçao é uma das mais importantes armas para prevenção e o combate do câncer. Essa página contem artigos de caráter científico escritos por médicos especialistas e também outros profissionais envolvidos no tratamento do câncer.Os textos são baseados em ampla revisao da literatura especializada e refletem a visão dos autores a respeito dessa literatura.Lembre-se de sempre consultar seu médico de confiança em caso de duvidas em relaçao à saude.


Câncer de Pulmão: Fatores de risco e prevenção

Câncer de pulmão: Fatores de risco e prevenção

O câncer de pulmão, como a maioria dos tipos de câncer, tem fatores de risco identificáveis. Alguns desses fatores de risco são modificáveis, ou seja, pode-se alterar a exposição que cada pessoa tem a esse determinado fator, diminuindo a sua chance de desenvolver esse tipo de câncer.

Os fatores de risco e proteção para câncer de pulmão mais conhecidos e que podem ser modificados são:

 

Fumo


Consumir tabaco em qualquer forma é o maior fator de risco para esse tipo de tumor.

Aproximadamente 4.700 substâncias são encontradas no fumo, das quais cerca de 50 são carcinogênicas, ou seja, provocam o câncer.

Noventa por cento (90%) das pessoas que desenvolvem esse tipo de câncer fumam, fumaram ou se expuseram através da fumaça ambiental (fumo passivo) de cigarros ou assemelhados (palheiros, charutos, cachimbo).

A probabilidade de um tabagista desenvolver câncer de pulmão está relacionada:

·     à idade da pessoa;

·     à idade com a qual começou a fumar;

·     ao tempo que fuma;

·     ao número de cigarros por dia que fuma;

·     à força com que inala.

Nunca iniciar a prática de fumar ou, para quem fuma, parar de fumar é uma forma efetiva de diminuir as chances de desenvolver câncer de pulmão.

Após 10 anos de abstinência, o risco de desenvolver câncer de pulmão cai em até 50%. Parar de fumar diminui as chances de desenvolver este tipo de câncer inclusive em quem já teve um tumor no pulmão. É a prevenção do chamado "segundo tumor primário".

 

Cigarros light, cigarro de corda e cachimbo

As pessoas que fumam cigarros light, de corda e cachimbos têm um risco maior de desenvolver o câncer de pulmão do que as pessoas que não fumam. Assim como nos cigarros comuns, a probabilidade de um tabagista desenvolver câncer de pulmão está também relacionada à idade da pessoa, à idade com a qual começou a fumar, há quanto tempo fuma, ao número de cigarros consumidos por dia e à força com que inala. As pessoas que fumam, mas que não inalam, possuem um risco maior de desenvolver câncer de pulmão, de boca e outros tipos, em comparação com as pessoas que não fumam.

 

Fumo passivo


Inalar a fumaça que vêm de cigarros ou assemelhados também é um fator de risco para câncer de pulmão. Evitar inalar estas substâncias, principalmente em ambientes fechados, é uma forma de prevenir o desenvolvimento deste tipo de tumor.

 

Beta-caroteno


Esta substância é comum em vários alimentos na sua forma natural, como damasco, cenoura, abóbora, beterraba, mamão, manga e a batata doce.Porém, ela também é utilizada como suplemento vitamínico por algumas pessoas, na forma de medicação. Estudos demonstraram que fumantes que utilizam beta-caroteno na forma de suplementação vitamínica têm maior risco de desenvolver câncer de pulmão. Logo, os fumantes, principalmente quem fumam mais de 20 cigarros por dia, devem evitar o uso de medicações que tenham em seus componentes o beta-caroteno como os polivitamínicos.

 

Sedentarismo

Exercitando-se pelo menos 30 minutos por dia cinco dias na semana faz diminuir seu risco de câncer. Exercitar-se regularmente pode impedir o câncer de próstata, da mama, do pulmão e endometrial.

 

Poluição do ar urbano

Se antes, à época da Revolução, a poluição do ar atingia principalmente trabalhadores de certas atividades, como os operários das minas de carvão, hoje este problema é quase que generalizado nos grandes centros urbanos.

 

Asbesto

Conhecido também como amianto é constituído por feixes de fibras. Essas fibras são extremamente finas e longas, facilmente separáveis umas das outras e com tendência a produzir um pó de partículas muito pequenas que flutuam no ar e que, quando inaladas, podem chegar até os pulmões, afetando as células e aumentando o risco de câncer de pulmão. A doença pode ocorrer em trabalhadores que ficam expostos a grandes quantidades de asbesto – um risco em torno de 3 a 4 vezes maior se comparado com o risco de quem nunca foi exposto ao asbesto. A exposição foi registrada em trabalhadores de construção naval, mineradoras, manufatura de asbesto, instalação de isolantes térmicos e conserto de freios. O risco de câncer de pulmão aumenta ainda mais entre os que tiveram contato e fumam. Todos os trabalhadores que têm contato com asbesto devem usar equipamentos de proteção industrial e seguir as boas práticas de trabalho da empresa e os procedimentos de segurança recomendados.

 

Doenças pulmonares

Algumas doenças do pulmão, como a tuberculose, aumentam a possibilidade de uma pessoa desenvolver câncer de pulmão. Nesses casos, o câncer geralmente desenvolve-se em áreas do pulmão com cicatrizes como as provocadas pela tuberculose.

 

Fator genético

Estudos relacionam uma variação em um gene localizado no cromossomo 15 (dos 23 pares de cromossomos que temos) a um risco mais alto de desenvolver a doença. Pessoas com essa falha genética têm um risco 30% maior de ter câncer de pulmão.

Evitar que as pessoas iniciem a prática de fumar e ajudar os fumantes a parar de fumar é a mais importante ação preventiva a ser desenvolvida.

Ela é importante não só para prevenir o câncer de pulmão - que é o câncer responsável por um número significativo de doentes no nosso meio e por grande parte das mortes relacionadas a neoplasias - mas também para prevenir inúmeros outros tipos de cânceres e outros tipos de doenças, como as cardiovasculares, associadas ao consumo de tabaco.

 

Referências bibliográficas:

1.      Achutti A, Menezes AMB. Epidemiologia do tabagismo. In: Guia Nacional de Prevenção e Tratamento do Tabagismo. Rio de Janeiro: Vitrô Comunicação & Editora; 2001. p. 9-27

2.      Doll R, Peto R. Avoidable causes. In: The causes of câncer. Oxford: Oxford Medical Publications; 1981.p. 1220.

3.      Menezes AMB, Rigatto M, Victora CG. Chronic bronchitis and the type of cigarrete smoked. Int J Epidemiol 1995;24:95-9.

4.      World Health Organization. Tobacco or health: a global status report. Geneva; 1997.

5.      Zamboni M. Epidemiologia do câncer de pulmão. J Pneumol. 2002;28(1):41-7.

6.      Bilello KS, Murin S, Matthay RA. Epidemiology, etiology, and prevention of lung cancer. Clin Chest Med. 2002;23(1):1-25.


Autor:

Dr Juliano Maia Duarte 

CRMMG 40448

Curso de Medicina na Faculdade de Barbacena
Oncologista Clínico - Oncocentro - BH/MG
Oncologista Clínico - Hospital da Baleia - BH/MG
Membro da Sociedade Brasileira de Oncologia


Data da publicação: 07/2012
Data da última atualização: 07/2012


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O câncer nos próximos anos será a principal causa de morte no mundo. Acreditados fortemente que informação de qualidade, medidas de prevenção e esforços para detecção precoce da doença são armas muito importantes na luta contra o câncer.

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